Kate Middleton anuncia sua terceira gravidez, novamente com hiperêmese gravídica. Entenda do que se trata.

A notícia da terceira gestação de Kate Middleton movimentou as redes sociais e já tem muita gente tentando adivinhar o sexo do bebê e os possíveis nomes. Além da curiosidade, o anúncio trouxe à tona dúvidas sobre uma condição que atinge a duquesa de Cambridge. Como nas outras gestações, Kate vem enfrentando severas náuseas decorrentes da hiperêmese gravídica. Por conta dessa condição, os enjoos característicos do início da gravidez não cessam, mesmo com medicamento via oral. Ela teve, inclusive, que desmarcar compromissos nesta segunda-feira por conta do excessivo desconforto.

 Vômitos são comuns no início da gestação, mas algumas mulheres, mesmo com medicamentos via oral, não conseguem parar de vomitar, chegando a perder peso. Isso pode trazer graves consequências se não tratado adequadamente. Há perda de nutrientes, o que prejudica o crescimento do bebê – explica o professor de obstetrícia da UFRJ e da UFF Antônio Braga.
Como principais sintomas estão os sucessivos vômitos, fraqueza relevante, alteração nos exames laboratoriais, perda de peso e desidratação grave.
As causas do problema ainda não são conhecidas, mas há teorias que apontam em diferentes direções: seria proveniente do antígeno fetal, que causaria um tipo de rejeição ao feto; do hormônio HCG; por causa dos níveis elevados de estrogênio e progesterona ou ainda por conta de uma origem na psicogênica.
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Quando os vômitos não cessam com remédio dado no pré-natal, (a gestante) deve ser internada para iniciar o tratamento. Ela receberá medicamento na veia e hidratação oral para melhorar seu estado. E dieta zero, já que tudo que come, vomita. É preciso deixar o estômago descansar e repor vitaminas através do soro — afirma Braga sobre o tratamento indicado para os casos de hiperêmese gravídica.

CONDIÇÃO PODE SE REPETIR EM OUTRAS GESTAÇÕES

Inicialmente, por conta da hiperêmese gravídica, a gestação pode ser considerada de risco, mas, quando evolui, e esse quadro cessa, volta a ser de risco habitual. É uma condição restrita ao primeiro trimestre da gestação que pode se repetir ao longo da vida fértil da mulher.

Antônio Braga explica ainda que é preciso sempre investigar outras situações que poderiam dar origem ao quadro. A partir dos sintomas, o médico analisará se pode ser algum problema de vesícula ou se é uma gravidez molar (um erro na fertilização que faz com que o feto não se desenvolva), por exemplo.

É, portanto, em geral, um diagnóstico de exclusão: deve-se afastar outras causas de náuseas e vômitos. Técnicas como acupuntura podem ajudar durante o tratamento, assim como psicoterapia. É uma condição que traz muito estresse para a gestante e toda a família.

A hiperêmese ocorre em 0,3 a 2% das gestações, com vômitos persistentes que obrigam ao jejum forçado e levam à perda de peso. A maior parte das pacientes melhora a partir da segunda metade da gestação.

Fonte: O Globo

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