4 Lições que aprendi com minha mãe sobre o retorno ao trabalho após o nascimento do meu filho

Oi mamães de plantão!!! Hoje vamos receber deliciosamente a Ana Gabriela Carvalho, filha, mãe de dois filhos, esposa e coach de empoderamento feminino para um texto muito rico em conteúdo!! Ela esteve no nosso evento Só Para Gestantes, que aconteceu em Indaiatuba/SP. O assunto de hoje é super bacana e causador de muitas noites sem dormir… Como vai ser o seu retorno ao trabalho após o nascimento do bebê? Já pensou nisso, né?

Muitas mamães despertam sua ansiedade e nervosismo sobre esse assunto logo quando descobrem a gravidez. “Com quem vou deixar?” | “Levo na creche/berçário?” | “Será que minha mãe e minha sogra vão cuidar direito dele?” (…) Nossa imaginação é fértil e vai longe… Mas a Gabi consegue nos ajudar. Vamos ver como?

Não foi por acaso que me tornei Coach de Empoderamento Feminino, tive um caminho muito significativo que me trouxe até aqui. Principalmente: A descoberta que tive sobre como posso seguir meu próprio caminho, sem me importar muito com a opinião dos outros.

No dia em que eu aprendi que tudo o que nós podemos fazer na nossa vida pode ser feito com amor, decidi que passaria pelas maiores adversidades encontrando esperança, por esse motivo, hoje venho falar sobre a volta ao trabalho depois da gestação, e como esses 4 passos me ajudaram nas minhas duas gestações.

O mundo lá fora tem fórmulas prontas, sugestões e muitos roteiros para nós. Todo mundo acha que sabe o que é melhor para gente, mas acreditem. Ninguém sabe mais do que você.

As respostas sempre estarão dentro de você sobre quando voltar ao trabalho e como voltar.

Eu sou filha de uma mulher que sempre trabalhou muito. Meu pai morreu quando eu era muito pequena e isso fez com que minha mãe tivesse que trabalhar cada vez mais. Muitas vezes eu só a via aos finais de semana. Toda minha família morava muito longe de nós e eles acreditavam que aquilo era péssimo para a nossa educação e que com certeza eu e meu irmão, os únicos que morávamos em São Paulo, cresceríamos perdidos.

O que fez minha mãe conseguir nos manter unidos até hoje?

  • O tempo não importa se a presença não for real.

Ela fazia tudo com muito amor e quando estava conosco, estava realmente presente. Minha mãe é do tipo de mãe que só tem uma televisão em casa, para forçar todo mundo a assistir a mesma coisa. Hoje eu sei se ela tivesse ficado em casa, mas não estivesse ali de corpo e alma, talvez nós não fossemos tão unidos quanto somos hoje. Então, na verdade, não importa quanto tempo você está presente, mas sim o que você faz no tempo em que está.

  • Apoie-se no legado que você quer deixar

Hoje fico tentando repassar toda a minha vida na memória e percebo que muitas vezes tomei decisões a partir do exemplo de força e coragem que aprendi com minha mãe. Várias vezes ela me olhava nos olhos e me dizia: “Conquiste o que é seu e não dependa de ninguém”. Ela sempre foi uma mulher independente e o maior legado que ela poderia ter nos deixado – e que com certeza quero deixar para os meus filhos é – que nós podemos conquistar tudo aquilo que sonhamos, basta ir atrás.

  • O mundo já tentou todas as fórmulas

Engravidei do meu primeiro filho aos 21 anos e estava cursando uma faculdade. Apesar da minha vontade em continuar, eu não sabia se era certo colocar meu filho com seis meses na escola. Tinha medo de que ele se esquecesse de mim (acredite, mesmo em meio período) ou que não se adaptasse. Um dia, vendo minha angústia, minha mãe novamente me chamou, olhou no fundo dos meus olhos e disse: “O mundo já tentou todas as fórmulas: Bebês vão à escola ou à creche com quatro meses, ficam com babás desde que nascem, são cuidados integralmente por avós ou acompanham a mãe ao trabalho depois que a licença acaba. Acredite, o mundo já tentou todas as fórmulas e todas elas deram certo. Agora é hora de decidir qual é a melhor fórmula para você!”.

  • Pessoas não tem bola de cristal

O primeiro ano do meu casamento foi um ano conturbado, confesso. Éramos dois adultos sem perspectiva do que era ser marido e mulher. Em outras palavras, nos comportávamos como adolescentes mimados, até que finalmente começamos a aprender a respeitar a vontade do outro e aceitar que relacionamentos duradouros são baseados em flexibilidade e comunicação. Quando começamos a trabalhar juntos, novamente tivemos que passar por momentos conturbados. Muitas vezes ficávamos bravos sem saber ao certo o que nos tirava do sério. Era um momento da minha vida em que eu sonhava trabalhar em algo diferente, mas ele não entendia, achava que eu estava insatisfeita com a nossa relação, o que não tinha nada a ver. Durante minha segunda gestação comecei a prestar mais atenção ao que era essencial para mim e quais eram as minhas prioridades, descobri que eu precisava tomar atitudes se quisesse cumprir meu propósito, por isso, decidi que iniciaria uma nova faculdade: psicologia.

Demorei quase um mês para contar para meu marido sobre a minha vontade, com medo que ele não aceitasse, mas novamente minha mãe tinha uma mensagem para mim. Desta vez, ela disse: “ Você tem uma bola de cristal para saber o que ele vai achar da sua vontade?” Da mesma forma que eu não tinha uma bola se cristal, ele também não tinha como saber o que se passava comigo e quais eram as minhas novas ideias, por isso, quando abri meu coração, ele não só me apoiou, como também ficou muito feliz por saber que minhas dúvidas eram sobre vida profissional, apenas.

Independente de qual for o caminho que você seguir quando tiver que voltar a trabalhar, lembre-se de prestar atenção em quais são suas prioridades, faça tudo com amor, entenda que ninguém tem bola de cristal, mas que você pode fazer tudo aquilo que achar importante para você, porque o mundo já tentou todas as fórmulas. 😉

Confiram um pouco mais da minha história nesse vídeo:

 

Ana Gabriela Carvalho | Coach de Empoderamento Feminino

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