“Meu filho tem medo”. Como ajudá-lo?

Crianças podem ter inúmeras formas de demonstrar insegurança, o medo perante uma situação nova, um objeto estranho ou até mesmo de barulhos fortes pode ser uma delas. E isso é normal. A maioria desses desconfortos tendem a desaparecer conforme a criança vai se adaptando ao mundo, explorando e conhecendo as coisas que o rodeiam, não é de uma hora para outra… Pelo contrário, pode demorar meses e talvez até mais de um ano. Por isso, é preciso ter uma boa pitada de paciência, jogo de cintura, e claro, amor sempre!

E aí que muitas mães e pais ficam na dúvida de como agir e reagir perante as manifestações de medo dos filhos. O mais comum é a resposta que tanto estamos acostumados a ouvir: “Não precisa ter medo” – a tentativa, em vão, de convencer o filho a racionalmente não sentir aquilo. Então, o que dizer? O que fazer?

Costumo dizer que devemos ‘estar junto’ e ‘sentir junto’. Não rir, não tirar sarro. Aquele medo ou sensação ruim é de verdade, ele (a) realmente está sentindo aquilo e não deve ser menosprezado por isso. É o momento dele (a) sentir segurança, de ouvir “Sei que isso te assusta, mas eu vou estar aqui do seu lado e não vou te deixar. Se for preciso te pego no colo.”

Claro que fora de um ambiente de contato com o medo (pode ser de animais, de fantasias, de barulhos) pode-se colocar a criança perante uma história em que isso apareça e mostrar como as pessoas costumam a driblar seus medos. Conte a ela também quais eram os seus medos quando era criança, diga que adultos também sentem medo.

Outra sugestão: explique bem detalhadamente, por exemplo se o medo for do barulho do secador de cabelo, explique sua função, fale que tem um motor dentro. Depois disso, coloque a criança em contato de maneira segura, claro que não durante uma crise de medo, mas em algum momento da sua rotina mostre que o secador de cabelo pode ser útil para secar a roupinha dele quando cair um pouco de água, por exemplo.

Invente histórias, com os personagens preferidos ou outras crianças, em que seja preciso enfrentar a situação de perigo e sair de maneira vitoriosa.

Quem sabe vocês ‘adotam’ um super herói (pode ser um bicho de pelúcia ou mesmo em forma de boneco, para as famílias que inserem a religião na educação da criança, seria um ótimo momento para dizer que se tem um Deus Pai protetor) que teria a função de proteger a criança, que o ajudaria inclusive a conhecer pessoas novas, que poderia estar ao lado caso o medo fosse da cama nova, do escuro ou de ficar sozinho no quarto.

Não existe receita pronta. Conversem com outros pais, troquem figurinhas. Não deixem de perceber a intensidade do medo e se isso está afetando a rotina da criança, deixar de brincar, medo de tomar banho ou comer. Se isso estiver acontecendo, é hora de bater um papo com o pediatra e conforme orientação, ajuda de um psicólogo!

Querem bater um papo??

mundogestante@gmail.com

Beijos!!

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